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Lições dos Homeless
Planejamento Toma Lá Dá Cá
Texto que escrevi para o Unplanned sobre um dos ensaios da série “Future of Planning” da revista Admap.
Dá uma olhada lá – Planejamento Toma Lá Dá Cá.
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TEDx – Simon Sinek
Porque é sempre bom lembrar: ”People don’t buy WHAT you do, they buy WHY you do it.”
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Empresas são medíocres. E todo mundo sabe disso.
A grande maioria das empresas que conhecemos e usamos não ligam a mínima para seus clientes e produtos. Isso simplesmente não faz parte da sua cultura. Não faz parte do seu DNA, do seu propósito e da sua razão de existência. Esse não é o objetivo principal dessas empresas. Basta ler aquela baboseira das empresas sobre missão, valor e propósito. Pura papagaida e presepada. Muitas vezes “construídas” por uns caras que são de fora – e foram contratados para fazer esse “job”.
O negócio desses caras é cronograma, preço, plano de marketing… esse tipo de coisa. O produto é secundário. O verdadeiro negócio dessas empresas é ser medíocre. É ser mediano. O produto não precisa ser o melhor, precisa apenas ser entregue. O objetivo de verdade é entregar um padrão que é colocado como patamar aceitável. E lucrar em cima disso, lógico. O foco é entregar o mínimo possível. O objetivo é ter alguma desculpa para o pessoal de marketing tentar vender o produto. Isso é simplesmente uma questão de foco. O que existe é uma inversão de valores. Eles primeiro criam uma empresa para gerar lucro – e depois correm atrás da tal de missão, valor e propósito.
Olhe para os produtos a sua volta. Pense em features básicos. Tenho certeza que você já pensou em algumas melhorias que podem ser aplicadas nesses produtos ou serviços. Melhorias básicas e óbvias. Tenho certeza que os caras da empresa também pensaram nisso. Mas porque eles não fazem? Porque esse simplesmente não é o seu foco. Na verdade o objetivo é ser medíocre. Dá até para sentir a vergonha do pessoal de marketing nas reuniões de briefs. Porque você acha que essas empresas tem tanto medo das redes sociais?
Pior é que no final sobra para nós a função de fazer alguma mágica. E o gênio imortal Bill Bernbach já disse a muito tempo: “A mágica está no produto. Propaganda não cria uma vantagem para o produto. Ela pode apenas convencer o consumidor desta vantagem”.
Claro que eu acredito em propaganda e acho que ela tem um papel importante nesse processo – mas o produto ou o serviço é que deveriam ser sempre o foco principal das empresas. Pior é que cada vez mais eu começo a considerar a frase – “Advertising is the price you pay for having an unremarkable product or service”. Sob esse ângulo e nesses casos faz todo o sentido. Ou você comprou produtos da Apple por causa da propaganda?
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Você pode errar?
Propaganda não é uma matéria exata. Não existe certo e errado até que se prove ao contrário. Quanto mais conhecimento adquirimos a respeito de um determinado assunto ou problema, mais entendemos que nenhuma verdade é 100% absoluta. Quer dizer, até o fracasso ou o sucesso, você sempre estará no escuro. Você sempre estará certo ou errado até tentar.
Isso não quer dizer que as estratégias devam ser percebidas como alternativas – o que não é realmente verdade – porque estratégia implica, principalmente, em um melhor desempenho. De qualquer forma, o erro deveria fazer parte do processo da tentativa de fazer melhor e de fazer diferente.
A não ser que você siga os “padrões-comuns-já-vistos-antes” e continue fazendo o que todo mundo já fez para uma determinada categoria ou comportamento humano. Aí com certeza você não vai se expor tanto ao erro – mas também com certeza não vai alcançar nenhum resultado muito diferente.
Bill Bernbach já disse uma vez: “The same tools, the same statistics, are available to us all. If we use them in the same way we’ll end up with the same solutions”. Bem-vindo a mesmice e a falta de diferenciação. Bem-vindo ao cluster. Bem-vindo ao mundo chato, onde tudo está cada vez mais careta e literal.
Agora… Se você quer trilhar novos caminhos, fazer coisas que ninguém nunca fez antes e inspirar mudanças nos negócios das marcas, você precisa fazer diferente. E para fazer diferente você precisa inovar e arriscar. É aí que aumenta o seu risco de errar.
Acontece que a nossa sociedade não aceita o erro. Errar não é bom e ninguém gosta. Errar é ruim. Não pode. É coisa de incompetente. Quem tem medo de errar faz o arroz com feijão para não comprometer o emprego.
Foi por isso que eu fiquei feliz hoje quando li a matéria no M&M sobre o V Congresso da Indústria da Comunicação que fala sobre o futuro da comunicação. Uma pesquisa da Limo Inc indica o estímulo ao erro como uma característica do mercado para 2022. Mas claro que isso só acontece em ambientes onde a autonomia e o risco são estimulados.
Agora, eu duvido que os gestores de agências e clientes passem a valorizar o erro um dia. Duvido que a cultura do medo ao erro acabe um dia. Duvido que eles coloquem essa imagem abaixo colada nas paredes de suas agências ou empresas.
E você, pode errar?
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Evolução da Propaganda
As coisas (stuff) mudaram muito nos últimos anos. Ou não. Sempre fomos e sempre seremos meros vendedores. Nossa função sempre foi e sempre será gerar motivos para as pessoas comprarem coisas. Ontem, hoje e amanhã.
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Digital World Cartoon
Noise to Signal - A cartoon about social media, business and how we live & work in a digital world.
Bem legal esse site – Selecionei alguns cartoons aqui. Esse primeiro aqui devia fazer parte da categoria “marcas carentes”. Categoria bastante popular.
Mais no site - Noise to Sign do @RobCottingham
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Creative Work
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“Comportamento hormonal”
“Are behaviours better explained by hormones rather than psychologies? If we really are more emotional creatures rather than rational creatures and emotions are largely set by hormonal as much as psychological factors then we better learn more about dopamine, vasopressin etc. in order to understand ‘consumer’ behavior.”
- Jon Leach
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Really Bad Powerpoint
The typical person speaks 10 or 12 sentences a minute.
The atomic method requires you to create a slide for each sentence. For a five minute talk, that’s 50 slides.
Each slide must have either a single word, a single image or a single idea.
Make all 50 slides. Force yourself to break each concept into the smallest possible atom. If it’s not worthy of a slide, don’t say it.
Once you have 50 slides, do the talk in practice. Remove slides and sentences that add no value or don’t move you forward.
Now (and only now), start consolidating slides. If two or three or four slides work together as one, then go ahead and make them one. You’ve got molecules now, not atoms.
At this point, you can either get rid of slides altogether, keep them as is or lump them one more time into bigger ideas. But no (!) bullets please. What a waste those are.
Seth Godin (mais dele sobre apresentações ruins aqui – Really Bad Powerpoint).
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O que é Cavilação?
Cavilação é o processo de se repetir a mesma série de pensamentos uma e outra vez, com pequenas variantes, sem se chegar a nenhum resultado, e nem sequer pensar-se em obter um resultado. É a continua reprodução de formas de pensamento, iniciadas pelo cérebro, não pela consciência, e a esta imposta por aqueles. Assim como nos músculos excessivamente fatigados não podem permanecer em repouso, porém se movem sem sossego, mesmo contra a nossa vontade, assim o corpo mental e o cérebro fatigados repetem uma e outra vez as mesmas vibrações que o causaram, e em vão trata o pensador de faze-lo calar para conseguir repouso.
Cuidado. Na cavilação, o pensador é o escravo de seus corpos servidores, e sofre sob sua tirania.
Por isso, viva a extirpação da cavilação.
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WALKERS CRISPS Sandwich
O primeiro Cannes Effectiveness da história:
Creative Effectiveness Lions honour creativity which has shown a measurable and proven impact on a client’s business – creativity that affects consumer behaviour, brand equity, sales, and where identifiable, profit.
Porém não é todo mundo que pode participar:
Only entries that were either shortlisted or winners, across any category, at Cannes Lions in 2010 will be eligible to enter into Creative Effectiveness Lions.
Além disso não tem ouro, nem prata, nem bronze. Só o GP – e o esquema é esse: Strategy (25%), the idea (25%) and results (50%).
E esse ano quem levou foi a PepsiCo Inc na Inglaterra para as batatinhas Walkers Crisps.
Criação da Abbott Mead Vickers BBDO
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Tudo na vida tem limite…
até informação
“Estávamos acostumados a ser pobres em calorias e agora o problema é a obesidade. Estávamos acostumados a ser pobres em dados, agora o problema é a obesidade de dados”.
Hal Varian, economista chefe do Google.
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Posicionamento é ter cojones
Para mostrar como preza pela experiência cinematográfica, uma empresa de cinemas chamada Alamo Drafthouse, transformou uma mensagem de voz de uma cliente furiosa por ter sido expulsa do cinema em propaganda. Dá uma olhada:
Alamo Drafthouse – Uma empresa que preza pela experiência cinematográfica.
Cojones é isso. Cojones é agradecer à cliente, que promete não voltar a assistir filmes ali. Cojones é usar a voz da cliente e não pagar direitos autorais.
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Strategy as seen by creative people?
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Who cares?
Seth Goth – Muito bom:
No organization cares about you. Organizations aren’t capable of this.
Your bank, certainly, doesn’t care. Neither does your HMO or even your car dealer. It’s amazing to me that people are surprised to discover this fact.
People, on the other hand, are perfectly capable of caring. It’s part of being a human. It’s only when organizational demands and regulations get in the way that the caring fades.
If you want to build a caring organization, you need to fill it with caring people and then get out of their way. When your organization punishes people for caring, don’t be surprised when people stop caring.
When you free your employees to act like people (as opposed to cogs in a profit-maximizing efficient machine) then the caring can’t help but happen.
Original - sethgodin.typepad.com
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Em quem você confia?
Os entrevistados:
Eles não se importam em perder uma noite de paz e tranqüilidade com familiares, amigos, amantes ou mesmo com a TV ou a internet.
Eles estão felizes em abrir mão de uma noite lendo um bom livro, assistindo novela, fazendo sexo, tomando cerveja ou jantando com a família.
Eles não se importam de responder perguntas absurdas sobre algo que eles costumam ignorar. Não se importam em ficar duas horas falando sobre assuntos dos quais eles nunca prestaram nenhuma atenção na vida.
Eles já fizeram isso antes – pode apostar. E fazem isso na companhia de um bando de desconhecidos.
Eles sabem que estão sendo pagos para falar.
Eles não se importam de serem observados através de um espelho por um bando de pessoas que nunca irão conhecer.
Eles estão a vontade para falar sobre um material que no fundo eles acreditam que não tenha nenhum efeito sobre o que eles realmente vão comprar. Material esse que sempre interrompe o seu entretenimento – e muitas vezes insulta sua inteligência.
Eles estão felizes por comer coxinha.
So… knowing all this, how much do we really trust their views and opinions on the embryonic creative ideas we put before them in focus groups? Just asking…
Texto e reflexão do Canalside View (blog de planejamento que vale a pena ser lido).
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A ansiedade não é uma rua de mão única.
Existem algumas opções de abordagem na comunicação quando o assunto é tentar convencer uma pessoa a parar de fumar. Provavelmente nenhuma funcione efetivamente, mas mesmo assim você ainda tem algumas tentativas.
É muito complicado, pois se trata de uma mudança comportamental, e ainda por cima, relacionada a um vício humano perigoso – por isso a grande maioria adota a abordagem do terrorismo. 4700 substâncias tóxicas facilitam essa decisão estratégica. Outras preferem uma abordagem mais positiva, mais construtiva e engajadora.
Basicamente são duas estratégias: mudar o comportamento gerando medo e ansiedade (alertando e lembrando sobre o risco de forma emocional) ou então através de incentivo a mudança e a evolução (sensação de prêmio e recompensa).
Segundo o post da JWT Anxiety Index, pesquisas indicam que a abordagem negativa é mais lembrada porque tende a produzir altos níveis de atenção e desperta sentimentos de ansiedade e excitação nas pessoas. Claro que isso desperta a consideração. Por outro lado existe um monte de evidências de que a abordagem positiva é mais eficaz quando falamos de mudança comportamental. São duas formas de despertar e encorajar sobre o assunto. Um dilema.
Mas isso é um dilema humano e não necessariamente um dilema de comunicação: “Anxiety isn’t a one-way street. You can leverage it to draw attention to an issue and at the same time encourage change through positive reinforcement”.
Muito legal isso. O governo australiano resolveu essa campanha com as duas abordagens, só que em mídias diferentes. Na TV eles alertam as pessoas – “Cada cigarro traz o câncer mais perto” e na cidade os pôster e cartazes falam: “Cada cigarro que você não fuma está fazendo bem para você”. Uma campanha com duas frentes – bastantes coerentes.
Achei inteligente essa abordagem. Me lembrou do que fala o John Grant – “O importante para uma marca é a coerência, a consistência é burrice”. Consistência, além de ser coisa de gente chata, é uma característica ótima para pedras, não para marcas. Marcas são complexas e cheias de nuances. Elas devem tolerar ambigüidades e ambivalências. É mais ou menos o que fala o planejamento 3.1 do Russel Davies. Uma marca não necessariamente deve ter uma só cara, nem mesmo uma só mensagem – mas deve ser sempre atraente o suficiente para fazer com que o consumidor prefira passar mais tempo com ela, ou nesse caso, ajudar a gerar uma mudança de comportamento.
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